Abençoando gerações III – Shabbat Shalom
Posted by Leandro, in veredas antigas on agosto 3rd, 2009A
o chegar no trabalho hoje, verifiquei meus emails e Jocelyn me disse que meu twitter havia sido hackeado. Eu nunca havia sido hackeado na vida, e na verdade eu achei que ela é que tinha sido hackeada enviando um email pra mim. Não tive grandes prejuízos no Twitter exceto as pessoas que leram as mensagens hackeadas, mas mesmo se tivesse, não faria muita diferença para mim, porque eu sirvo a Yeshua, o Messias, e Ele é categoricamente maior do que tudo o que existe aqui nesta terra, principalmente sobre as coisas passageiras, como os bens, as riquezas e o dinheiro.
A propósito, quem quiser me seguir no Twitter, fique à vontade
Mas vamos voltar ao post hehe. Esse último fim de semana foi um dos melhores que tive no ano. Tenho aprendido coisas incríveis que o Espírito de Deus tem me mostrado. Coisas que eu nunca havia pensado antes e que fortalecem o meu relacionamento pessoal com Deus.
Eu já comentei aqui sobre o que eu penso a respeito do Sábado (Shabbat). Creio que é uma vereda antiga que está inativa em nossa sociedade moderna. Até mesmo entre os adventistas, não creio que o verdadeiro Shabbat é realmente praticado, pois acredito que algumas coisas essenciais faltam.
Deus me revelou a respeito desse dia santo (separado, dedicado) a Ele. É o quarto mandamento. O que faz os cristãos, de repente, anular este mandamento e não os demais? Qual é o critério para avaliar quais mandamentos são válidos hoje em dia, e quais não são mais válidos?! Bem, mas isso é um assunto para outro post
Estive lendo vários materiais sobre o Shabat ao longo dos últimos meses. Fiz várias pesquisas, busquei os mais diversos pontos-de-vista disponíveis. Estou absolutamente convencido de que Deus declarou um dia santo dentre os 6 demais e Ele mesmo descansou neste dia e o abençoou, muito antes mesmo de dar as Leis a Moisés. Estou achando maravilhosa a maneira como Ele tem mostrado isso a mim, por revelação no espírito, não pelo legalismo. Isso está fazendo toda a diferença, pois dificilmente uma pessoa que observa o Sábado por legalismo iria me convencer da santidade desse dia.
Eu o estou “observando” gradativamente, pois toda a minha vida nunca esteve alinhada com essa vontade do meu Pai Celestial. Portanto, como em qualquer outra área de minha vida, é necessário tempo para adaptar e crescer em conhecimento e graça. Até agora não achei nenhuma comunidade judaica messiânica ou cristãos que observam o Shabat em minha cidade, então eu comecei a buscar ao Senhor para que Ele me diga o que fazer. Ele me disse para ir devagar, aos poucos aplicando os princípios da santidade desse dia, e vivê-los um a um, Shabat por Shabat.
Passei a semana inteira ansioso pela chegada da sexta-feira à noite. No Shabat, existe uma cerimônica de acendimento de velas e o Kiddush, onde ocorre a transição do dia comum para o dia santo, seguido de uma oração declarando a santidade do dia. Tudo é fantástico! Tudo tem um significado e isso realmente muda algo na camada espiritual. Porém, eu ainda não estou fazendo o acendimento de velas, pois o horário conflita com o meu expediente de trabalho. Por causa disso, eu ainda não observo o Shabat plenamente, porém tudo está nas mãos do Senhor e Ele proverá o necessário para amá-Lo mais e mais.
Durante a semana, eu havia planejado dar uma carta de honra ao meu pai na sexta-feira à noite, abençoando e irradiando a luz de Yeshua a ele. Essa é a ideia. Porém, no decorrer da semana percebi que eu precisaria receber ministrações de Deus em meu próprio coração antes de abençoar o meu pai; precisava ser abençoado por Ele para então liberar a Sua benção às demais pessoas. (Resolvi, então, adiar essa carta para esta próxima sexta-feira). Quando sexta-feira chegou, fui “correndo” pra casa com esperança de ainda fazer o acendimento de velas. Como os meus pais não são cristãos, Deus me disse para fazer a cerimônia em meu próprio quarto mesmo, só entre eu e Ele, pelo menos por enquanto. Bem, mas não deu tempo, e então fui pro meu quarto contemplar a santidade daquele dia e agradecer a Ele por ter me criado e por ter criado todo o Universo com tamanha perfeição. Comecei então a olhar aquela noite como uma que não era comum, era dedicada a Deus, separada a Ele por Ele. Comecei a estudar Sua Palavra com o meu espírito aberto para receber Sua palavra falada.
Comecei a ouvir o audio de ensinos “Vivendo livre da raiva e da frustração”, de Craig Hill. Eu já tinha ouvido alguns ensinos sobre isso nos seminários veredas antigas, porém queria saber se continha alguma informação a mais, para eu absorver e permitir ao Senhor expor o meu coração à Sua luz. Foram 5 horas de audio, só sobre como o pecado captura a alma e como a raiva e a frustração operam através do pecado e traz morte em minha vida. O Senhor começou a expor o meu próprio coração a Ele. Aleluia! Ele começou a me mostrar a incredulidade que estava operando em certas áreas de minha vida que eu nem ao menos tinha ideia de que estavam lá. Comecei, então, a colocar em prática as maneiras em que eu poderia me ver livre da raiva ou frustração toda vez que ela se levantar em minha mente. 1) Confessar ao Senhor Adonai o que eu estou sentindo (é literalmente “descontar” toda aquela frustração ou até mesmo raiva a Ele, ao invés de em outra pessoa) 2) Agradecer pela raiva ou frustração ser, na verdade, um INDICADOR de que algo dentro de mim está errado. A raiva, em si só, é neutra; não é o pecado em si, é só o fruto que contém sementes (Galatas 5); não é nem boa nem má (a bíblia diz que nós podemos nos irar e não pecar), pois ela é só um indicador de que algo está errado em nós, e que precisamos rapidamente correr aos pés de Yeshua e fazer o passo 1. Dependendo da maneira como eu respondo à raiva, ela pode ser tanto bênção para mim, melhorando o meu relacionamento com Ele, ou maldição, me afastando mais dele e machucando outras pessoas ou caindo na auto-piedade e na formação de imagens falsas de mim mesmo; e 3) receber a verdade de quem eu sou no espírito: puro e perfeito assim como Yeshua, pois Ele habita em meu espírito, e semear esta verdade em minha alma para colher os frutos do Espírito no futuro, e não colher a exata mesma coisa que eu acabo de cometer (essa é a frustração). Quem sabe eu fale mais sobre esse ensino aqui no blog e multiplique o que eu aprendi. É muito bom!
No Sábado de manhã, eu fiz esses 3 passos e fui profundamente ministrado por Deus. Eu estava cheio da glória de Yeshua em minha alma. Aí o Espírito disse a minha alma: “Vamos trazer luz a este lugar?!!”, e minha alma triunfantemente disse “Vamos! Aleluia!”. Desci do meu quarto e fui pra sala, e minha mãe estava lá. Meus pais são incrédulos devido a várias experiências negativas com cristãos no passado, portanto se eu dissesse alguma palavra que, de alguma forma, envolvesse minha crença no meu Pai, eles poderiam se distanciar ainda mais. Aí eu decidi não falar sobre nada, somente expor aquilo que já estava em mim. Sentei no sofá e olhei para minha mãe, criei coragem e disse:
- “Mãe, você se lembra daquele momento que eu fiquei um tanto irritado por você perguntar tal coisa para mim?”
- “Sim, mas eu nem me lembrava mais disso, não precisa se desculpar” – ela respondeu.
- “Sim, eu preciso. Eu estava irritado naquele momento com você. Talvez você não tenha percebido, mas dentro de mim eu estava irritado. Isso é errado. Eu não deveria ter feito aquilo. Eu mesmo sou responsável por isso e você não merecia aquilo, eu deveria ter respondido cordialmente. Você me perdoa? Eu te amo” – eu disse.
É verdade que Deus opera através da nossa obediência. “Honra a teu pai e a tua mãe”, independente do comportamento do pai e da mãe. Os olhos da minha mãe começaram a se enxer de lágrimas e ela começou a dizer que me amava também. Feito! Eu trouxe a luz de Deus à minha casa exatamente durante o Shabat! Eu gostei bastante de uma citação que diz que quanto mais trevas houver ao seu redor, mais forte a luz precisa ser para iluminar. Então como eu combato as trevas? Intensificando a luz, o bem, a honra e a benção. Tentar combater as trevas com trevas (ira, auto-piedade, frustração) nunca funcionará.
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. – Romanos 12:21
Meus pais não estão mudando o comportamento dele em relação a mim, nem em relação a igreja, nem em relação a Jesus Cristo, porém é meu dever, uma mitzvah honrá-los e abençoa-los simplesmente pela identidade deles. Eles são meus pais e, de certa forma, estão contribuindo para o meu crescimento com o Senhor, fazendo com que eu tenha que buscar a bênção diretamente de Deus.
Esse Shabat foi só o começo. Ainda existem infinitos Shabbats para mostrar a luz poderosa que habita em mim, Yeshua HaMashiach. Já estou fazendo todos os preparativos para o próximo Shabat, onde eu finalmente honrarei o meu pai e creio que isso vai impactá-lo bastante. Próximo fim de semana também tem seminário veredas antigas, só que vou chegar um pouquinho atrasado devido a “prioridade” em honrar meu pai
Pelo Reino de Adonai Eloheinu,
![]()









Recent Comments