A festa do Shabbat

Posted by Leandro, in veredas antigas on agosto 3rd, 2009

lá, pessoal! Estou aqui extraindo e divulgando dois artigos do Ministério Ensinando de Sião sobre o Sábado, ou Shabbat. O artigo é muito bom e ele se explica por si só. Espero que você seja abençoado!

A beleza da festa do Shabbat

Por Marcelo M. Guimarães

Quem já visitou a Terra Santa e lá passou um dia de Shabat sabe como é profundo e significativo este dia para o povo judeu, o povo da Bíblia.

Mas, quanta confusão e polêmica têm ocorrido em relação à observância e a guarda do Sábado, desde a época de Jesus. Quantas doutrinas, seitas e divergências surgiram em decorrência deste tema. Afinal, têm os judeus razão quando observam o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moisés no Monte  Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Se, sim, como guardar o shabat?

(Antes de responder essas perguntas, gostaria de ressaltar que minha intenção com este artigo é simplesmente abordar o assunto dentro das Escrituras, de uma maneira imparcial, sem contudo, impor a ninguém uma doutrina para a guarda do sábado. Que o leitor abra o seu coração e julgue o texto abaixo, com amor).

A festa do Shabbat

Por Marcelo M. Guimarães

Nosso propósito, aqui, é relatar alguns textos das Sagradas Escrituras que fazem alusão ao tema do Sábado na Bíblia, ou da guarda do Sábado. Deixaremos que o leitor tire suas próprias conclusões. Faremos o papel de um suposto promotor de justiça, com a função, simplesmente, de relatar os fatos, sem a preocupação de emitir uma sentença parcial, total, ou até mesmo uma condenação.

Quanta confusão e polêmica têm ocorrido em relação à observância e à guarda do Sábado, desde a época de Yeshua. Quantas doutrinas, seitas e divergências surgiram em decorrência deste tema. Afinal, têm os judeus razão quando observam o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moisés no Monte Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Primeiro, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica? A palavra “Shabat” significa, no hebraico, cessar, desistir, descansar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, que é o sétimo dia. É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma raiz “sheb ou shab”, que no alfabeto representa-se pelas letras “shin” e “bet”. Assim, a palavra “shebat” significa o número sete; “Shibim”, setenta; “shebii”, “shebua” significa período de sete, semana, ou Festa das sete semanas (Shavuot, que é a Festa de Pentecostes). O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno, completo, absoluto. Desta raiz advém, também, a palavra “shabá”, que significa jurar, conjurar. É interessante, também, notar que, na língua hebraica, muitos antônimos são formados pelo mesmo radical. Na minha opinião, dá a entender que possa ter havido um propósito do Eterno em chamar nossa atenção para o sentido oposto. Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo; justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso. Ainda estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de considerar, pelo menos, quatro pontos bíblicos importantes:

Em primeiro lugar, Êxodo 20:8 associa a guarda do Sábado ao fato do próprio D-us ter descansado no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho (Gn. 2: 2-3). Tudo o que D-us fez, Ele avaliou como bom, segundo o registro de Gênesis. Entretanto, somente o Sábado Ele santificou, dando a entender que tão importante quanto foi a criação do homem, é o dia de descanso, o sétimo, para o qual D-us, com certeza, tem um propósito futuro a ser revelado à humanidade. O Sábado, portanto, é um convite a regozijar-se com a criação de D-us, reconhecendo sua soberania divina.

Neste dia, tranqüiliza-se a alma com momentos de oração, refletindo o significado da vida, honrando e glorificando o nome do Criador, ouvindo a Sua voz, fortalecendo-se na sua Palavra, imbuindo-se da Sua própria natureza.

Em segundo lugar, observa-se, em Dt. 5:15, um motivo diferente para a guarda do Sábado, fazendo o povo hebreu lembrar-se de que foram servos na terra do Egito, e que o Senhor os tirou dali com mão poderosa. Não seria analogamente viável lembrar-se de que um dia, também, o crente em Yeshua foi escravo do sistema de pecado, vivendo aprisionado neste mundo?

Terceiro, o Sábado é também um bom senso legal, concedendo um dia de descanso àqueles que trabalham durante um período consecutivo de seis dias. O livro de Êxodo 23:12 diz que “seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansará”. Seria possível associar isso com o fato registrado em I Coríntios 16:2, quando os apóstolos, no primeiro dia da semana (domingo), faziam uma coleta para os pobres de Jerusalém evitando, com isto, qualquer tipo de trabalho no Sábado?

Finalmente, o Sábado é um sinal da aliança de D-us com o homem. Por inúmeras vezes, o próprio D-us tornou este sinal visível, como o arco com Noé, a circuncisão com Abraão, culminando no sangue de Yeshua – uma aliança eterna de salvação para a humanidade que nEle crer. Estamos debaixo do legalismo da Lei, ou debaixo da Graça de D-us ? A grande verdade é que todos os crentes gentílicos em Yeshua são participantes desta aliança que D-us fez com o povo de Israel. Como ramos enxertados na oliveira que é Israel (Rm. 11: 20), tem-se certos direitos. Gálatas 3:29 diz que, em Yeshua, somos descendentes de Abraão e herdeiros conforme as promessas.

Em outras palavras, podemos entender que, em Yeshua, temos direito a todas as promessas desde o tempo de Abraão, lembrando-nos de que as leis de Moisés vieram somente muito tempo depois.

Primeiramente, o que é legalismo? Podemos definir legalismo como sendo uma tentativa ou necessidade de manter a lei para obter o perdão para a salvação; ou tratar meramente as tradições como se fossem a verdadeira lei; ou qualquer tentativa de se manter os mandamentos ou as ordenanças de D-us. Legalismo seria o jugo que os judeus colocam mais alto e com mais elevado destaque, o que excede o próprio princípio da lei. Em outras palavras, dá-se mais importância ao jugo, à forma, ou à maneira e ao modo com que a lei é praticada do que o princípio intrínseco da lei.

O judeu messiânico David Stern, em seu Livro Novo Testamento Judaico, comenta Romanos 6:14-15 usando a palavra “legalismo”. Assim, encontramos em seu livro: “Porque o pecado não terá autoridade sobre vós; porque não estais debaixo do legalismo, mas da graça. Então, a que conclusão devemos chegar?

Pecaremos porque não estamos debaixo do legalismo, mas sob a graça? Jamais!” A palavra grega para lei, na versão original, é “nomos”, e não tem o significado primário de lei, mas sim de norma. Quando uma norma particular acontece de ter uma lei, então nomos pode descrever uma lei; mas não significa lei, como legislação. Significa a norma. A tradução correta seria, então: “você não está sob a norma (costume), mas sob a graça”. O legalismo, definido pelo Dr. Stern, é uma interpretação da norma então aplicada. A norma é aplicada ao mundo em geral. Porém, nós não somos deste mundo (Jo. 15:19). Assim, a norma não se aplica a nós. A norma (ou as regras) do mundo está sob juízo e condenação. A norma do mundo é pensar que se obtém o perdão dos pecados por meio de obras (o que é contradito nas Escrituras). Não estamos sob as normas do mundo, porque pertencemos ao Reino de D-us, e estamos sob a graça de Yeshua, que é exceção, e não a regra (norma). Paulo não está pregando que a Lei não se aplica, pois ela é santa, justa e boa (Rm. 7:12; II Tm. 3:16), e o conhecimento do pecado veio através da Lei. Por isso, o pecado é a transgressão da Lei. Yeshua não aboliu a Lei de Moisés, nem as outras ordenanças do Antigo Testamento “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer um que violar, pois, um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar, será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5: 17-19). “ Ensinando-as a guardar todas as coisas que os tenho ordenado” (Mateus 28:20). “ Qualquer um que comete pecado, transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” ( I João 3:4).

Os textos acima são muito claros. Por outro lado, gostaria de ressaltar dizendo que todo aquele que está debaixo da graça de Yeshua, o Messias, não está debaixo da lei (Romanos 6:14). Também deve ser claro para nós que Yeshua não revogou a lei como algo mal, nocivo à humanidade. Sabemos que a Lei em si é boa, é um princípio dado por D-us, e nós devemos conhecer e entender este princípio.

Por exemplo: “D-us disse: Produza a terra relva e ervas que dêem semente…” (Gn. 1:11). Ou seja, o princípio é : “a semente veio da terra, então, tudo o que a semente tem, a terra também tem. Em outras palavras, não vamos achar nenhum elemento químico numa árvore, por exemplo, que não possa ser encontrado na terra, pois a semente (árvore) veio da terra”.

Vamos, agora, tecer alguns comentários importantes para um melhor entendimento do Sábado.

Primeiro, aquele que estiver debaixo da graça de Yeshua não está debaixo (do jugo) da lei (Rm. 6:14). O guardar a Lei de Moisés do Antigo Testamento está relacionado com a qualidade de vida, e não com a vida eterna. Ninguém terá “novo nascimento” pelo cumprir a lei. Yeshua disse: “Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de D-us… Em verdade, em verdade, te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de D-us. (João 3:3 e 5) Quem crê no Filho (Yeshua) tem a vida eterna…” (João 3:36) “Porque D-us amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). A fé em Yeshua gera a vida eterna, não a guarda da lei. Mas, ela é importante e benéfica para a qualidade de vida física, emocional e espiritual. Ela revela o caráter do Messias, a personalidade de D-us.

Segundo, é importante entender o versículo de Romanos 10:4, que diz: “Pois o fim da lei é Cristo”. Muitos pensam que Cristo acabou com a lei. A palavra “fim”, na versão original (no grego), quer dizer “telos”, e significa cumprimento, aquilo que cumpre, que se realiza, e não o final de alguma coisa. Esta palavra “telos” aparece em outras passagens bíblicas, como em Lucas 22:37 e I Timóteo 1:5, em ambos os casos no sentido de “cumprir” algo, e não de terminar ou abolir. Portanto, quando se diz que o fim da lei é Cristo, entende-se que toda a lei se cumpre em Cristo, e não que Ele acabou com ela como se ela fosse algo ruim ou alguma coisa mal feita por D-us.

Por isso, Yeshua disse: “…não vim revogar a lei, mas cumprir” (Mt. 5:17). Terceiro, toda a Escritura (Antigo e Novo Testamentos) é Palavra viva de D-us, e foi inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 3:16). Tudo o que D-us fez é bom. Ele nunca se enganaria, na sua onisciência, criando as leis do Antigo Testamento para depois anulá-las. Assim, lembremo-nos do que já fora dito: o importante não é seguir a tradição legalista da lei, mas entender o princípio divino contido nela. Se estamos em Yeshua, guiados e cheios do Espírito dEle, entenderemos bem estas coisas e estes mistérios.

Quarto, as 613 leis constantes na Torah, por exemplo, compreendem leis morais (os dez mandamentos ditados por D-us, por exemplo, que incluem a guarda do Sábado), as leis éticas (para o estilo e qualidade de vida, como as leis do que comer, o que beber, o que vestir etc.) e as leis cerimoniais (como, por exemplo, o sacrifício de animais para remissão dos pecados).

Yeshua é o cordeiro de D-us, que está vivo e tira o pecado do mundo, trazendo vida eterna àquele que o recebe como Senhor e Salvador, pela fé. Não tem sentido, então, sacrificar mais cordeiro ou qualquer outro tipo de animal com este fim.

Portanto, está evidente que as leis morais e éticas, se recomendadas por D-us, são boas e eficazes para quem as guarda. A lei, sem a graça de Cristo, é fardo e jugo; mas nEle, é leve e suave, pois Yeshua leva todo o peso e o jugo (Mt. 11:29-30).

Quinto, a observância do sétimo dia para descansar (no sentido natural) o corpo e a alma (mente, alívio das tensões emocionais etc.), além de nos colocar, espontânea e alegremente, à disposição do Senhor para orar, adorar, alimentando nosso espírito com sua Palavra, impulsiona-nos a trabalhar na Sua obra, o que é bíblico e recomendável a todos, judeus e gentios crentes.

Sexto, o fato de Yeshua ter ressuscitado e os apóstolos terem se reunido no primeiro dia da semana para distribuir os dízimos, não anulou e nem anula o dia de Sábado; tão pouco anula o princípio do descanso contido no dia de Sábado. D-us não mandou guardar qualquer dia da semana, como muitos querem e gostam de argumentar, mas Ele ordenou que fosse o sétimo. E sétimo é sétimo, não o primeiro, o segundo etc. “Por seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas, o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu D-us” (Ex. 20:9-10). D-us define o sétimo dia como Sábado. Sétimo, a observância do Sábado é citada mais de 20 vezes no Antigo Testamento, e mais de 25 vezes no Novo Testamento. Yeshua e seus discípulos observavam o Sábado e passavam grande parte deste dia reunidos nas sinagogas, estudando a Palavra. Pois a observância do Sábado era, sobretudo, para o estudo das Escrituras.

Vide, por exemplo, algumas passagens como Lucas 4:16 (Yeshua tinha o costume de ensinar e estudar as Escrituras no Sábado). Yeshua ensinou, também, o verdadeiro e correto modo de guardar o Sábado, que é dedicando-se ao Senhor; trabalhando, sim, na obra de D-us (Lc. 6:6-11, Lc. 23:56 e Mt. 12:8). Estes últimos textos também falam que Yeshua é o Senhor do Sábado. Mt 2:27-28 diz que o Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado etc. A Igreja primitiva observava o Sábado, como mostrado no livro de Atos: judeus e gregos “…entrando-se na sinagoga no dia de sábado… rogavam que estas palavras fossem repetidas no dia de sábado seguinte… No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de D-us…Ora Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles e, por três sábados, discutiu com eles as Escrituras…E ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos…” (At. 13:14, 42, 44; 16:13; 17:2; 18:5, e outras passagens).

Não temos, aqui, o propósito de fazer um estudo profundo sobre o mandamento do Sábado, senão afirmar que se trata de um dia de Festa (Lv. 23:3). Entretanto, vejamos mais alguns versículos bíblicos, agora no Antigo Testamento, para entendermos melhor sua observância. O Shabat é muito mais que um descanso para o corpo e para a alma (mente, emoções etc.), além de ser um dia, por excelência, para receber alimento do Espírito de D-us.

O Shabat de D-us é um sinal (Ex. 31:13-18): “Certamente, guardareis os meus Sábados, porquanto isto é um SINAL entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica…”. Vejamos, o Sábado é um sinal para que se lembre da aliança que D-us havia celebrado com o homem, aqui representado pelos filhos de Israel, os judeus. Porém, em Yeshua, o muro de separação entre judeus e gentios foi quebrado, para que todos que nEle crêem possam gozar de todas as bençãos e promessas (Ef. 2:14; Gl. 3:29). O Sábado também nos lembra o milênio que há de vir, quando Yeshua reinará com sua Igreja. Sábado é dia de alegria, é dia de rejubilar-se, reconhecendo a soberania do D-us criador dos céus e da terra. Yeshua é o Senhor do Sábado, e Ele é o Rei dos Reis. Por isso, não se jejua no dia de Sábado, pois é dia de regozijo e de privilégio, por crermos num D-us único, Criador de todas as coisas. É claro, também, que não precisamos de um dia para reconhecer todas estas coisas, mas a guarda do Sábado é uma forma de homenagear o Criador e sua criação, sem legalismo algum. Se estamos em Cristo, fazemos isto por revelação, e não por jugo ou por peso da lei. Podemos comparar o Sábado com o memorial da Ceia do Senhor. Ambas as celebrações são memoriais. Uma nos lembra da morte, da ressurreição e da aliança que temos pelo sangue do Cordeiro, o Messias Yeshua; a outra, faz-nos lembrar do Criador, da criação e, profeticamente, daquilo que virá: o descanso, a vida eterna que está reservada para aqueles que crêem.

O argumento muito usado de dizer que lei é para judeu, e que crente ou evangélico não tem nada a haver com ela, demonstra uma grande ignorância, comodismo espiritual, ou até mesmo um casuísmo, ao separar aquilo que é de interesse pessoal daquilo que não é. Por exemplo, a lei de observar o dízimo é do Antigo Testamento, e nem por isso ela deixou de ser guardada pelos crentes. Isso porque ela é uma benção para quem a obedece e observa. Por que ela, então, sendo lei, não vale só para os judeus? A lei da prosperidade, tão pregada nas igrejas, não seria outro bom exemplo de bençãos existentes no Antigo Testamento? Por que, então, ignorar as outras leis do Antigo Testamento? Por que há tanto desconhecimento das 613 leis de Moisés? Não foram elas, também, criadas por D-us? Será que todos entendem bem o que diz o Novo Testamento sobre a Lei?

O verdadeiro cristão deve ser coerente com aquilo que prega. Não se deve desmerecer os princípios do Senhor na forma dos mandamentos ou ordenanças, só porque estão contidos no Antigo Testamento, e, por outro lado, ressaltar só aquilo que interessa ou que não nos incomoda. Por que, então, os cristãos têm que guardar o domingo, que é uma instituição papal? E será que, realmente os cristãos têm guardado o domingo, reservando este dia exclusivamente para D-us, não trabalhando e cumprindo aquilo que manda as Escrituras? Yeshua é o cumprimento de toda a lei. Se estamos nEle, podemos, alegremente, sem peso e sem imposição, cumprir com Ele, também, todos os aspectos qualitativos da Lei.

A maldição está no não cumprimento da lei, não na própria lei, que é santa e boa. Lembremo-nos de que alguns ramos da oliveira (judeus) foram cortados para que os gentios fossem enxertados, tornando-se participantes da raiz e da seiva desta oliveira (Rm. 11:17). Paulo, inspirado pelo Espírito de D-us, disse: “Judeu não é aquele que foi circuncidado na carne, exteriormente. Judeu é aquele que o é interiormente, e a circuncisão a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de D-us” (Rm. 2:28-29). Se estamos em Cristo, somos livres e devemos fazer tudo por fé (Hb. 11:6) e por amor, na revelação da Palavra, nunca por imposição ou por puro e cego legalismo.

Fonte: Ministério Ensinando de Sião

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Abençoando gerações III – Shabbat Shalom

Posted by Leandro, in veredas antigas on agosto 3rd, 2009

Aoutonoo chegar no trabalho hoje, verifiquei meus emails e Jocelyn me disse que meu twitter havia sido hackeado. Eu nunca havia sido hackeado na vida, e na verdade eu achei que ela é que tinha sido hackeada enviando um email pra mim. Não tive grandes prejuízos no Twitter exceto as pessoas que leram as mensagens hackeadas, mas mesmo se tivesse, não faria muita diferença para mim, porque eu sirvo a Yeshua, o Messias, e Ele é categoricamente maior do que tudo o que existe aqui nesta terra, principalmente sobre as coisas passageiras, como os bens, as riquezas e o dinheiro.

A propósito, quem quiser me seguir no Twitter, fique à vontade :)

Mas vamos voltar ao post hehe. Esse último fim de semana foi um dos melhores que tive no ano. Tenho aprendido coisas incríveis que o Espírito de Deus tem me mostrado. Coisas que eu nunca havia pensado antes e que fortalecem o meu relacionamento pessoal com Deus.

Eu já comentei aqui sobre o que eu penso a respeito do Sábado (Shabbat). Creio que é uma vereda antiga que está inativa em nossa sociedade moderna. Até mesmo entre os adventistas, não creio que o verdadeiro Shabbat é realmente praticado, pois acredito que algumas coisas essenciais faltam.

Deus me revelou a respeito desse dia santo (separado, dedicado) a Ele. É o quarto mandamento. O que faz os cristãos, de repente, anular este mandamento e não os demais? Qual é o critério para avaliar quais mandamentos são válidos hoje em dia, e quais não são mais válidos?! Bem, mas isso é um assunto para outro post :)

Estive lendo vários materiais sobre o Shabat ao longo dos últimos meses. Fiz várias pesquisas, busquei os mais diversos pontos-de-vista disponíveis. Estou absolutamente convencido de que Deus declarou um dia santo dentre os 6 demais e Ele mesmo descansou neste dia e o abençoou, muito antes mesmo de dar as Leis a Moisés. Estou achando maravilhosa a maneira como Ele tem mostrado isso a mim, por revelação no espírito, não pelo legalismo. Isso está fazendo toda a diferença, pois dificilmente uma pessoa que observa o Sábado por legalismo iria me convencer da santidade desse dia.

Eu o estou “observando” gradativamente, pois toda a minha vida nunca esteve alinhada com essa vontade do meu Pai Celestial. Portanto, como em qualquer outra área de minha vida, é necessário tempo para adaptar e crescer em conhecimento e graça. Até agora não achei nenhuma comunidade judaica messiânica ou cristãos que observam o Shabat em minha cidade, então eu comecei a buscar ao Senhor para que Ele me diga o que fazer. Ele me disse para ir devagar, aos poucos aplicando os princípios da santidade desse dia, e vivê-los um a um, Shabat por Shabat.

Passei a semana inteira ansioso pela chegada da sexta-feira à noite. No Shabat, existe uma cerimônica de acendimento de velas e o Kiddush, onde ocorre a transição do dia comum para o dia santo, seguido de uma oração declarando a santidade do dia. Tudo é fantástico! Tudo tem um significado e isso realmente muda algo na camada espiritual. Porém, eu ainda não estou fazendo o acendimento de velas, pois o horário conflita com o meu expediente de trabalho. Por causa disso, eu ainda não observo o Shabat plenamente, porém tudo está nas mãos do Senhor e Ele proverá o necessário para amá-Lo mais e mais.

Durante a semana, eu havia planejado dar uma carta de honra ao meu pai na sexta-feira à noite, abençoando e irradiando a luz de Yeshua a ele. Essa é a ideia. Porém, no decorrer da semana percebi que eu precisaria receber ministrações de Deus em meu próprio coração antes de abençoar o meu pai; precisava ser abençoado por Ele para então liberar a Sua benção às demais pessoas. (Resolvi, então, adiar essa carta para esta próxima sexta-feira). Quando sexta-feira chegou, fui “correndo” pra casa com esperança de ainda fazer o acendimento de velas. Como os meus pais não são cristãos, Deus me disse para fazer a cerimônia em meu próprio quarto mesmo, só entre eu e Ele, pelo menos por enquanto. Bem, mas não deu tempo, e então fui pro meu quarto contemplar a santidade daquele dia e agradecer a Ele por ter me criado e por ter criado todo o Universo com tamanha perfeição. Comecei então a olhar aquela noite como uma que não era comum, era dedicada a Deus, separada a Ele por Ele. Comecei a estudar Sua Palavra com o meu espírito aberto para receber Sua palavra falada.

Comecei a ouvir o audio de ensinos “Vivendo livre da raiva e da frustração”, de Craig Hill. Eu já tinha ouvido alguns ensinos sobre isso nos seminários veredas antigas, porém queria saber se continha alguma informação a mais, para eu absorver e permitir ao Senhor expor o meu coração à Sua luz. Foram 5 horas de audio, só sobre como o pecado captura a alma e como a raiva e a frustração operam através do pecado e traz morte em minha vida. O Senhor começou a expor o meu próprio coração a Ele. Aleluia! Ele começou a me mostrar a incredulidade que estava operando em certas áreas de minha vida que eu nem ao menos tinha ideia de que estavam lá. Comecei, então, a colocar em prática as maneiras em que eu poderia me ver livre da raiva ou  frustração toda vez que ela se levantar em minha mente. 1) Confessar ao Senhor Adonai o que eu estou sentindo (é literalmente “descontar” toda aquela frustração ou até mesmo raiva a Ele, ao invés de em outra pessoa) 2) Agradecer pela raiva ou frustração ser, na verdade, um INDICADOR de que algo dentro de mim está errado. A raiva, em si só, é neutra; não é o pecado em si, é só o fruto que contém sementes (Galatas 5); não é nem boa nem má (a bíblia diz que nós podemos nos irar e não pecar), pois ela é só um indicador de que algo está errado em nós, e que precisamos rapidamente correr aos pés de Yeshua e fazer o passo 1. Dependendo da maneira como eu respondo à raiva, ela pode ser tanto bênção para mim, melhorando o meu relacionamento com Ele, ou maldição, me afastando mais dele e machucando outras pessoas ou caindo na auto-piedade e na formação de imagens falsas de mim mesmo; e 3) receber a verdade de quem eu sou no espírito: puro e perfeito assim como Yeshua, pois Ele habita em meu espírito, e semear esta verdade em minha alma para colher os frutos do Espírito no futuro, e não colher a exata mesma coisa que eu acabo de cometer (essa é a frustração). Quem sabe eu fale mais sobre esse ensino aqui no blog e multiplique o que eu aprendi. É muito bom!

No Sábado de manhã, eu fiz esses 3 passos e fui profundamente ministrado por Deus. Eu estava cheio da glória de Yeshua em minha alma. Aí o Espírito disse a minha alma: “Vamos trazer luz a este lugar?!!”, e minha alma triunfantemente disse “Vamos! Aleluia!”. Desci do meu quarto e fui pra sala, e minha mãe estava lá. Meus pais são incrédulos devido a várias experiências negativas com cristãos no passado, portanto se eu dissesse alguma palavra que, de alguma forma, envolvesse minha crença no meu Pai, eles poderiam se distanciar ainda mais. Aí eu decidi não falar sobre nada, somente expor aquilo que já estava em mim. Sentei no sofá e olhei para minha mãe, criei coragem e disse:

- “Mãe, você se lembra daquele momento que eu fiquei um tanto irritado por você perguntar tal coisa para mim?”
- “Sim, mas eu nem me lembrava mais disso, não precisa se desculpar” – ela respondeu.
- “Sim, eu preciso. Eu estava irritado naquele momento com você. Talvez você não tenha percebido, mas dentro de mim eu estava irritado. Isso é errado. Eu não deveria ter feito aquilo. Eu mesmo sou responsável por isso e você não merecia aquilo, eu deveria ter respondido cordialmente. Você me perdoa? Eu te amo”  – eu disse.

É verdade que Deus opera através da nossa obediência. “Honra a teu pai e a tua mãe”, independente do comportamento do pai e da mãe. Os olhos da minha mãe começaram a se enxer de lágrimas e ela começou a dizer que me amava também. Feito! Eu trouxe a luz de Deus à minha casa exatamente durante o Shabat! Eu gostei bastante de uma citação que diz que quanto mais trevas houver ao seu redor, mais forte a luz precisa ser para iluminar. Então como eu combato as trevas? Intensificando a luz, o bem, a honra e a benção. Tentar combater as trevas com trevas (ira, auto-piedade, frustração) nunca funcionará.

Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. – Romanos 12:21

Meus pais não estão mudando o comportamento dele em relação a mim, nem em relação a igreja, nem em relação a Jesus Cristo, porém é meu dever, uma mitzvah honrá-los e abençoa-los simplesmente pela identidade deles. Eles são meus pais e, de certa forma, estão contribuindo para o meu crescimento com o Senhor, fazendo com que eu tenha que buscar a bênção diretamente de Deus.

Esse Shabat foi só o começo. Ainda existem infinitos Shabbats para mostrar a luz poderosa que habita em mim, Yeshua HaMashiach. Já estou fazendo todos os preparativos para o próximo Shabat, onde eu finalmente honrarei o meu pai e creio que isso vai impactá-lo bastante. Próximo fim de semana também tem seminário veredas antigas, só que vou chegar um pouquinho atrasado devido a “prioridade” em honrar meu pai :)

Pelo Reino de Adonai Eloheinu,
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“Você vai me abençoar?”

Posted by Leandro, in veredas antigas on julho 25th, 2009

Ontém chegou a minha encomenda do FFI com praticamente todos os materiais que faltavam para a minha coleção. O meu objetivo com eles é de estudá-los minuciosamente e colocá-los todos em prática de tal forma que meus futuros filhos e netos não precisem gastar energia lendo tanto material, pois todas as bênçãos cairiam neles automaticamente pelo estilo de vida que semeei enquanto solteiro. Eles só precisariam me observar e ver como as coisas funcionam. Assim, a energia que eles gastariam para aprender o que eu já estou aprendendo hoje se redirecionaria para o destino que Deus der a eles. Creio estar fazendo um bom trabalho com isso, na medida em que recebo o meu próprio destino de Deus no processo.

O primeiro material que vi foi o livro “Você vai me abençoar?”, por Neal Lozano. Quando o vi, percebi que era um livro em formato infantil, mas ao ler, percebi quanta bênção ele continha. É tudo tão terno e tão doce que o livro rapidamente já ganhou o meu coração. O livro narra um pai contando para sua filha a história de Jesus quando ele era criança. Mostra como Maria e José abençoavam Jesus, e o pai de Anna (sua filha) contando a história para ela na cama. O livro me mostrou como Deus usou a vida de Maria e José para abençoar Jesus menino e o ajudar a descobrir o Seu destino. Depois de terminar a história, Anna ternamente pergunta ao pai dela “Você vai me abençoar?”. Naquele exato momento, meu coração nao suportou tamanha ternura e pureza. No meu quarto isolado, num frio de 6 graus, estava eu ali chorando completamente dominado pela ternura e poder da bênção.

Tão rápido quanto um piscar de olhos, o Espírito Santo começou a me dizer: “Meu filho, essa é a exata maneira como vai acontecer com seus próprios filhos. Você será uma bênção para eles. Eles vão crescer em graça e verdade todos os dias de suas vidas simplesmente porque você me ama. Eu te escolhi para ser o melhor agente (pai) do Meu amor para seus filhos que esta geração já viu.”

“Sim! Sim!” – com os olhos vermelhos eu triunfantemente respondi. “Isso é verdade, Senhor! Essa é a minha oração, e eu também peço que TODA perfeição, pureza, ternura de Jesus Cristo que já habita em meu espírito seja manifestada em minha mente e emoções. Deste dia em diante, eu não aceito nada que não venha do meu espírito regenerado e darei todo o meu coração ao Senhor. Eu odeio o pecado assim como você odeia! E toda vez que não houver perfeição, pureza e ternura de Jesus em minha alma, eu vou odiar isso com todas as minhas forças e me recorrer ao sangue de Yeshua para me transformar e perdoar. Eu oro para que o seu poder flua em minha vida da mesma forma como a correnteza das águas fluem abundantemente entre as margens do maior rio do mundo! Você me ama tanto! Eu te amo tanto! Eu não quero machucá-lo, eu não quero machucar minha futura esposa, nem meus futuros filhos, então quando os anjos te perguntarem quem é o Seu melhor agente na terra, que você  diga ‘Leandro Maia’. Com o Senhor em mim, eu posso ser o melhor! Vamos para a batalha!”

Como é possível para mim, aos 21 anos, solteiro, sem nenhuma expectativa romântica pelos próximos 4 anos (provavelmente), amar e orar tanto a esposa e filhos pelos quais ainda nem conheço? A única resposta para essa pergunta é essa: Porque vem do meu espírito regenerado por Yeshua! Como eu sei disso? Porque foi exatamente esse mesmo tipo de amor (de aliança) pelo qual Yeshua nos amou há 2000 anos atrás, morrendo e entregando toda a sua vida por nós, mesmo quando nós ainda nem existíamos.

Voltando aos materiais, já assisti o vídeo sobre o Bar/Bat Barakah. Eu gosto quando Williard (pai de Audrey Meisner) faz entrevistas. Ele faz perguntas muito relevantes e importantes que talvez passariam batidos por outros. Já conversei sobre o Bar Barakah com alguns amigos cristãos e percebi que existem vários tipos de entendimento diferentes, sendo que lemos o mesmo livro (Bar Barakah – um guia para pais de como realizar um Bar Mitzvah cristão). Todavia, ainda vou continuar na visão que o Senhor tem me dado. Com certeza, tenho vários projetos tanto para o meu próprio Bar Barakah (que ainda não fiz) quanto para o de meus futuros filhos; já estou semeando várias coisas legais agora. Outra coisa legal que recebi por revelação é a prática do Shabbat. Estou prestes a fazer algo impactante na vida do meu pai e será exatamente em um Shabbat (dia santo para o Senhor). Breve darei testemunhos, em nome de Yeshua.

Como vocês já devem estar percebendo, essa experiência com o Senhor é fruto do meu entendimento correto de minha identidade como homem.

BaShem Yeshua HaMashiach (em nome de Jesus),
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Mais livros chegaram III

Posted by Leandro, in veredas antigas on maio 13th, 2009

A minha jornada em busca da compreensão bíblica do Shabbat (o DIA DO SENHOR) continua… :)

Chegaram mais dois livros para a minha pequena biblioteca pessoal. Eles são o Shabat Shalom: um guia prático para desfrutar o Shabat em casa, por Avraham Tsvi Beuthner, e Shomer Shabat, por Isaac Dichim.

Shabat Shalom! AShomer Shabat

Já comecei a ler o primeiro livro e estou gostando muito! Existe tanta coisa interessante nas Escrituras que eu nunca havia pensado antes.

O próximo livro na minha “lista de espera” é Sentando aos pés do Rabino Jesus: Como o judaísmo de Jesus pode transfornar a sua fé, de Ann Spangler e Lois Tverberg (não o achei em português, só em inglês. Obrigado à família Dixon (Jacque e Miss Jocelyn) que o recomendou para mim). Já li algumas revisões desse livro e já mal posso esperar para lê-lo.

Obrigado por ler.

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De volta às veredas antigas V – O Shabbat

Posted by Leandro, in veredas antigas on abril 7th, 2009

Olá, pessoal!

A finalidade deste post não é me aprofundar muito no assunto, mas só de compartilhar algumas coisas que estou aprendendo desde quando resolvi buscar pelas veredas antigas de Deus, para andar nelas (Jeremias 6:16). Bem, a bênção bíblica é uma vereda antiga, bem como o casamento judaico; a cerimônia de transição da puberdade para a vida adulta (Bar Mitzvah judaico); etc. Creio no fundo do meu coração que essas coisas não foram feitas para os judeus somente, mas sim para todo ser humano, que Deus inicialmente implantou mecanismos de benção na cultura hebraica para garantir prosperidade a eles, incutida nas leis e na cultura, e para assegurar que a sua bênção fosse transmitida de geração a geração da forma mais efetiva possível. Mas hoje na nossa cultura ocidental, não existem mais tais mecanismos, pois o reino das trevas sistematicamente os tem tirado.

O que tem me chamado muito a atenção nos últimos meses é algo que eu já estou completamente convencido de que é uma outra vereda antiga, o Shabbat (ou Erev Shabbat). É o dia santo para o SENHOR. Na nossa cultura, os adventistas chamam esse dia de Sábado, porém, ao meu ver, não possui os mesmos fundamentos que o Shabbat praticado pelos judeus. É um dia santo para Ele, é um encontro marcado com Ele, onde você gasta 24h da semana dedicando à família, celebrando as melhores refeições, vivendo um tempo de qualidade exclusivo, abençoando-os no cerimônia de transição do dia comum, para o dia santo.

Em nossa cultura ocidental, não existe mais o conceito correto de santidade. A primeira coisa que vem a mente dos cristãos hoje quando se ouve a palavra “santidade” é isso: ter um bom comportamento, ser aperfeiçoado na maneira de pensar e agir com as coisas do Reino, etc etc, tudo relacionado ao comportamento. Mas no hebraico, ser santo (kodesh) é simplesmente ser “dedicado, separado” para alguma coisa (tanto boa quanto ruim). Assim, a palavra “santo” exige, então, um objeto. Santo para quem ou o quê? Por exemplo, eu sou santo para o SENHOR Yeshua e serei santificado à minha futura esposa quando eu me casar com ela, ou seja, eu serei santificado a ela e isso significa que só eu terei acesso a várias áreas de sua vida que nenhum outro homem terá. Ser santo então não significa ser melhor que alguém, ter um comportamento mais adequado, ou ser feito de um material diferente, mas simplesmente ser separado, dedicado a alguma coisa pelo qual fui santificado. E o oposto de santo é o comum. Todos os demais homens serão comuns para a minha futura esposa, e eu serei santo para ela. Entenderam mais ou menos?

Eu dei uma rápida explicação disso porque eu quero dizer que a nossa cultura ocidental hoje perdeu completamente o senso de santidade. Não existem mais coisas santas. Tudo é comum! Todos os casamentos são tratados como comuns, todos os dias da semana são comuns, todas as roupas são comuns, todas as pessoas são comuns, as autoridades são todas tratadas como comuns, enfim, tudo é comum, nada é santo. Não existe mais a percepção de santo. É percepitível as consequências dessa perda do que é santo em uma sociedade (divórcio, insubmissão, imodéstia no vestir, etc).

O Shabbat é um dia santo ao Senhor, onde você passa 24h da semana sem nenhum trabalho a fazer, nada para se preocupar, se deleitando em todo o trabalho atingido durante os últimos 6 dias, só se dedicando à família, abençoando-a e liberando a bênção dos céus para cada integrante, durante todo o processo da cerimônia, das refeições e do tempo juntos. É muito lindo! Assim como entregamos 10% de tudo que recebemos do Senhor no dízimo (outra coisa que Ele considera santo) e Ele faz render muito mais os 90% restantes, assim também é no Shabbat, quando entregamos 1 dia de nossa semana para o Senhor, Ele pessoalmente frutifica muito mais os 6 dias restantes, além de prover descanso físico e espiritual necessários para o nosso melhor funcionamento.

Bem, só dei uma pequena introdução no Shabbat. Existem muito mais coisas empolgantes que eu descobri a respeito. Pessoalmente, eu ainda não comecei a “observá-lo” (assim que os judeus dizem), porque é algo muito novo pra mim, e por isso eu estou me aprofundando muito, fazendo perguntas e pesquisando várias coisas. Enviei e-mails para o FFI e outras famílias que já observam o Shabbat, tirando dúvidas. Com certeza, é algo muito interessante de se aplicar gradativamente, principalmente por vivermos em uma cultura que tudo é tão comum (o oposto de santo). Ainda não sei como fazer isso tendo em vista que sou o único cristão em minha família, por isso estou buscando bastante sobre isso, mas espero receber esclarecimentos o mais rápido possível para começar a experimentar na prática essa incrível vereda de Deus. Se existe alguém aí que já pratica o Shabbat judaico em sua família, por favor, comente, eu apreciaria muito ouvir a sua opinião.

Obrigado por ler.

Pelo Reino,

Aspirante Sênior a Cavaleiro,
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